Monstrash em POA, encontro sexodissidente reunindo corpas bizarras em resistência antifascista

A MoNSTraSH é uma agitação política que utiliza o audiovisual como ferramenta de contestação às culturas hegemônicas de sexualidade e gênero. Dando visibilidade a vozes periféricas e dissidentes na arte, além de reunir produções independentes do Brasil e América Latina, buscamos reunir narrativas que questionem o binarismo de gênero e suas tecnologias, a heterossexualidade compulsória enquanto regime político e o cissexismo enquanto estrutura de controle intrínseca na construção do projeto de humanidade e de nossos corpos. A mostra tem como principal objetivo propagar uma cultura de resistência sexodissidente, que materializa não só um outro mundo, mas sobretudo a emergência de outros desejos antisistêmicos possíveis. Exibindo experimentações artísticas e políticas de uma póspornografia que combate o CIStema, colocando corpos não hegemônicos, bizarros e estigmatizados no centro da mandala dos desejos para excitar nossos horizontes e ensaiar a emancipação da colonização que programou nossa subjetividade.

Contando com a presença de pesquisadoras, ativistas, produtoras e artistas que pensam, produzem e vivem experimentando práticas sexuais não cisheterossexistas, o evento é articulado pela Coletiva Vômito e Monstruosas, levando à capital gaúcha uma cultura de resistência sexodissidente, materializando não só um outro mundo, mas sobretudo a emergência de outros desejos e afetos possíveis.

Em tempos tão difíceis tomados pelo inconformismo autoritário contra a livre expressão da existência sexodissidente, a MoNSTraSH representa uma agitação cultural combativa contra o avanço fascista e com relevância nos atuais debates das artes, da sociologia, antropologia e filosofia.

Além da estreia de filmes com curadoria da Distro Dysca e Kuceta Póspornografias, o evento contará com um debate sobre a assimilação da pornografia dissidente por parte do mercado capitalista, uma ótima janela pensar este debate por uma perspectiva não branca e kuir sudaka. Performances com artistas locais e de outros estados brasileiros, além do LineUP com Suelen Melo e HectaMonstra.

PERFORMANCES

A pertinência das performances no questionamento da cisheterossexualidade enquanto sistema político é poder utilizar o corpo moralizado como suporte e meio que expressa possibilidades atingíveis e materializa narrativas como uma espécie de ação direta, que qualquer um pode fazer uso. E é através dos usos que construímos a nós mesmes. Nosso gênero e nossa sexualidade, antes de ser um sistema sempre foi um fazer! A construção do gênero envolve repetição e improvisação em um cenário dado. Se nosso cenário já foi definido e nos é desfavorável, nossas repetições e improvisações construíram e construirão experiências dissidentes que conscientes de suas localizações políticas devem aprender a coexistir entre si, ameaçando a norma e a moral que as extermina.

SEXUALIDADES MONSTRAS EM DEBATE

Racionalizar experiências dissidentes, também diz respeito a construção legitima de narrativas sobre o que fazemos, vivemos e sentimos diante de um contexto de objetificação de nossos corpos que leu e propagou nossa prática e nossa existência como bizarra, anormal e monstruosa!! A urgência do painel “Sexualidades Monstras em Debate” serve para ecoar nosso sentido sobre o que produzimos, concebemos e criamos para combater um discurso hegemônico e ideológico que nos acusa de querer doutrinar este mundo fracassado por um controle que perdeu seu sentido e sua força! Bruna Kury e Hariagi Kapirótika compartilharão suas visões a cerca das hegemonias que nos ronda com tensionamentos que visibilizam as perspectivas de resistência e fissuras que tanto tentam nos esconder e tirar!

Convocatórias Mexicanas


Estão abertas três grandes convocatórias desde o território tomado pelo Estado mexicano, para produções que questionem à supremacia patriarcal e sejam armas de combate contra suas tecnologias de controle e normatização. Por se tratar de chamadas internacionais os trabalhos devem ser enviados em espanhol ou com legenda, porém em caso de impossibilidade de tradução, recomendamos que entrem em contato com a organização de cada iniciativa, relatando as dificuldades e alinhando os ajustes necessários da convocatória. Para acesso as convocatórias completas e em língua original entrar nos respectivos links

HYSTERIA REVISTA


A Revista Hysteria convoca cyborgs, bruxas, yalorixas, xamãs indígenas e curandeiras para compartilhar seus feitiços, ervas, remédios e mandingas com objetivo de gerar um arsenal de descolonização visceral. Kits de saúde para (des)arma, exorcismos corporais, jogos interativo-performáticos, tecnologia localizada, feitiçaria tecnocientífica, invocações da memória para explorar experiências coletivas e pessoais, projetos e técnicas de baixo custo, recuperação de histórias e imagens como lugares de interferência. Os trabalhos poderão ser escritos e visuais e devem ser enviados para hysteriarevista@gmail.com, com o assunto BioDIVA até o domingo, 26 de Agosto de 2018. A convocatória é referente ao lançamento da edição número 27 da revista e especialmente nesta edição a equipe faz um chamado para o envio de ilustrações de “curandeiras”, como um exercício para despatiarcalizar e descolonizar coletivamente a história da medicina e fazer um resgate de bruxas, experimentalistas, curandeiras, promotores da saúde e etc.

Escritos

Ficções / Anotações / Comentários / Divulgação / Entrevista / Ensaio

  • Ficções (conto, poesia, mini-ficção): De meia a três páginas.
  • Anotações (experiências pessoais): Uma a duas páginas.
  • Comentários (filmes, livros, pornografia, brinquedos, música, quadrinhos): Uma página no máximo. – Inclua qualificação (pergunte por e-mail).
  • Ensaio: Duas a cinco páginas.
  • Entrevista: Duas a cinco páginas.
  • Divulgação: Duas a três páginas.Tudo deve ser entregue em Times New Roman, 12 pt, espaçamento 1,5.

    Incluir breve esboço biográfico e fotografia de autorx, link para a página pessoal. Serão aceitos escritos originais que foram previamente publicados, ou não, desde que os direitos de reprodução da obra sejam conservados.

Artes visuais

Galeria X / Arte / Acções / Histórias em quadrinhos / Gráficos / Vídeo / Apresentações

  • Fotografia (fotografia artística, ensaio, reportagem) .- Série de 6 a 15 imagens, 72 dpi, lado maior 1600 px.
  • Galeria X.- Carteiras fotográficas despidas. Todos os corpos de todos os gêneros, tamanhos, formas e cores são bem-vindos.
  • Gráfico (Desenho, gravura, gráfico digital, desenho animado): Série de 4 a 10 imagens a 72 dpi, lado maior 1600 px.
  • Propostas artísticas: Apresentação de projetos artísticos que aderem ao tema da edição e da linha editorial.
  • Vídeo (Entrevista, videoclipe, mini-documentário, mini-report, curta metragem): Envie o link do vídeo enviado no Youtube, Vimeo ou sites similares. Não deve exceder 10 minutos, com música original ou livre de direitos autorais.
  • Ações (Performance, Intervenção, Arte-ação): Realização de intervenções para o tema da edição. Enviar síntese e imagens ou vídeo de documentação.

    Como todas as participações, enviar dados técnicos do trabalho, breve esboço biográfico do autorx (5 linhas no máximo), uma foto e link para a página pessoal.

Ilustação de curandeirxs

  • Aqui, aqui e aqui, há referências para inspirar você, e também é possível retratar curandeirxs de sua comunidade ou outras inspirações.
  • Imagens em formato retangular de 20 x 30 cm a 300 dpi
  • Usando qualquer técnica de ilustração (desenho de mão, computador, colagem, bordado, etc). Eles podem ser coloridos ou em preto e branco, apenas tenha em mente que ‘eles podem ser lidos em um formato de tamanho de cartão de 6,5 x 9,5cm.

    Todos os retratos devem ser acompanhados de um registro biográfico da pessoa retratada em formato .doc.

AN*RMAL FESTIVAL


Anormais do Mundo,

Anormal é um festival internacional de pós-pornografia, feminismos e sexualidades dissidentes e está buscando materiais em vídeo para sua 2ª edição na Cidade do México. Entendemos a pós-pornografia como qualquer expressão que reflete e representa sexualidades subversivas e sexo explícito não normativo. Geralmente essas produções vêm de feminismos, políticas cuir, kuir e queer, ou de pessoas inquietas e dissidentes que encontram na pornografia convencional reconhecimento de seus corpos, práticas e expressões sexuais.  Convidamos você a participar com os suas produções porno-políticas monstruosas, ferozes, cyborgues-mutantes-biomachines aliens, furry, splatter-punk e todas as cosmovisões que saem do caos dos nossos orificios umidecidos e compartilhar seu trabalho / desejo / registro anormal, para ser exibido no México, durante o 2º Festival Anormal, que será realizado em novembro 2018. Os vídeos devem ser enviados para o email anormalfestival@gmail.com até domingo, 9 de setembro de 2018.

  • Para a nossa segunda edição, procuramos materiais em formato de vídeo com um recorte NÃO BRANCO/ NÃO HUMANO.
  • Os vídeos devem ser enviados através do seu FTP ou de uma plataforma virtual (wetransfer, yousendit, rapidshare, dropbox, ou o que você quiser) em um formato apropriado para sua projeção, e que não exceda 1GB de peso.
  • Os trabalhos devem ter uma duração máxima de 14 minutos e 59 segundos e pode pertencer a qualquer gênero audiovisual (vídeo, curta-metragem, documentário, experimental, animação, entrevista, documentação de desempenho ou de acção directa, etc.)
  • Se a língua original não for em espanhol, recomendamos fortemente que você inclua, em caso de impossibilidade envie um documento de texto com a transcrição dos diálogos (em espanhol, Português ou Inglês).

MANADA DE JOTAS


Convocatória de textos e grafias: “Alegria e raiva maricona: práticas subversivas na América Latina e no Caribe”.

Joterismo: Feminismos Jotos e Analquismo e Manada de Jotas, faz um chamado para submissão de trabalhos, com fins de publicação digital sobre políticas, ativismo, dissidência, instituições e subversões desde uma perspectiva afeminada na América Latina e Caribe. O livro não é um trabalho acadêmico, mas é uma proposta que pretende transmitir experiências pessoais e coletivas que estão localizadas dentro pensamento pintosa. O objetivo é gerar uma compilação e memória textuais e gráficas, individual ou coletiva, que narrem experiências situadas em políticas, pensamentos, ativismo, lutas, anarquismo, feminismo, antirracismos e dissidência, a partir de uma vivência bicha, viada, marica, louca, nos contextos da América Latina e Caribe. O material deve ser enviado para o e-mail manadadejotas@gmail.com até a sexta-feira, 28 de setembro de 2018 às 23:00 horas, horário da Cidade do México.

  • História bicha / boneca / maricona / afeminada em nosso território. Primeira pessoa, narrativas, crônica e entrevistas relacionadas a vida e luta bicha dos anos anteriores.
  • Feminismos jotos, analquismo e dissidência. Políticas, práticas, teoria e epistemologia bichas.
  • Link com outras lutas, bichas da América Latina e Caribe com lutas dos povos indígenas, migrações, assexualidades, feminismos, o movimento trans, antispeciesista, lutas anti-racistas anticoloniais, movimentos estudantis, trabalhadorxs, etc.
  • Resistência Experiências de autodefesa, autogestão, espaços de contenção, estratégias de acompanhamento e organização contra a violência.
  • Impossibilidades Sobre as dificuldades que temos de construir organização quando estamos atravesadxs por contextos de extrema violência entre narco e necropoliticas.
  • Ficção e imaginação. História, poesia e filosofia: utopias e exercícios de imaginação sobre a natureza dissidente das bichas.
  • Entre cores e tintas: artes, desenho, colagem, em torno de dissidências de mariconas.

    As artes devem ser enviadas em formato JPG com resolução de 300 DPI. Tamanho livre, mínimo 20 cm para o seu lado mais comprido e os textos em Word, com uma extensão de 5 a 14 páginas, em fonte Times New Roman, número 12, espaçamento entre linhas de 1,5. Os documentos devem conter título e autoria, com uma breve apresentação e país de origem da pessoa que assina o trabalho em até 5 linhas. 

    Serão recebidos textos e artes originais, com autoria registrada e que não tenham sido previamente publicados.Textos e artes devem pertencer a bichas, maricas, afeminadas, rapazes bissexuais, homens trans gays, transmaricas, bichas não binárias ou organismos que sentem que se encaixam na viadagem/práticas mariconas e são latinoamericanxs ou caribeñxs (e os que vivem em outros países ou são imigrantes).

    Todos os textos e artes serão revisados por uma comissão constituída por Joterismo: Feminismos Jotos e Analquismo e Manada de Jotas, que vai escolher os textos que integram o livro. A recepção de todos os trabalhos será confirmada e informada se são aceitos ou não. Para mais informações, entre em contato manadadejotas@gmail.com

KUCETA (póspornografias): Festival de cultura e política sexodissidente em São Paulo

No próximo 16 de junho acontece no Estúdio Lâmina em São Paulo, o festival de cultura e política sexodissidente “KUCETA (póspornografias)”. O evento é protagonizado por corpos negros, trans, soropositivos, sexomarginalizados, desviantes e construído sob a perspectiva de apoiar e fortalecer uma comunidade e uma rede formada por pessoas que contrariam, combatem e são vítimas da norma, moral e economia heterocapitalista.

O evento também é um marco que promove o choque estrambólico entre a Solange Tô Aberta de Pedra Costa, a batucada de Gil Porto Pyrata, ex-Putinhas Aborteiras e o Anarcofake, dissidência antiheterossexista do Anarcofunk, de Mogli Saura, em uma das 5 perfoshows da noite. O momento é aguardado por representar um encontro de criações que embalaram e inspiraram a emergência de políticas combativas e radicais em torno das sexualidades bizarras, anormais e políticas monstruosas desde o início dos anos 2000


Performances, filmes, feira libertária com bancas de zines, roupas, sex toys, comidas vegetarianas, dvds pornopirata e artes serigrafadas, além de flashs de tatuagens entre 50$ e 100$ com Trava Tatueira, lançamento do zine Siririca e o debate “O que faz de uma relação sexual” com Caróu Oliveira Diquinson, trazendo uma reflexão sobre quais são as perspectivas anarquistas nas disputas de narrativa sobre sexualidade feminina.

A entrada no evento custará 15$ e o arrecadado será compartilhado com as organizadoras e artistas que participarão do evento, PORTANTO NÃO SERÁ ACEITO CARTÃO. A organização frisa que também não tolera atitudes machistas, racistas, misóginas, transfóbicas, conservadoras, julgadoras, gordofóbicas, lésbofóbicas, meritocratas, nacionalistas, moralistas, xenofóbicas e putofóbicas e que o evento também pauta privilégios sistêmicos e marginalidades, ressaltando a importância da redistribuição financeira e fortalecimento das corpas afetadas.

KUCETA (póspornografias)

Inspiradxs em festivais como Muestra Marrana, Bienal de Arte e Sexo Dildo Rosa, Pornífero, Anormal Festival, Arrecheras Heterodisidentes, Monstruosas, etc; pretendemos exibir algo do que tem sido produzido em relação a sexualidades não normativas, em nossa rede pós-pornográfica. Queremos estar juntas em dissidências, articulando nossas guerrilhas ao que nos massacra, mostrando nossas artes, táticas, anti-artes e lutas para não sucumbirmos ao cis-tema(!), para gozarmos, termos prazeres contra hegemônicos e inventar novos prazeres contrassexuais. Nossas cucetas estão em festa, e vamos dedicar esse encontro pra elas!

Usamos o pós porno como ferramenta anticapitalista para potencializar nossa máquina de guerra e metalhar em todxs nossa política anarquista!

É sobre dedicarmos esse encontro a abrir-nos e a preencher de sentidos e diversidades em pulsação, mas óbvio que também rebolaremos nossas rabas até o chão, chão chão.

A programação ainda conta com a instalação Do desejo“, de Gabriela De Laurentiis, a exposição Pornografia Analítica – superinterpretações críticas” de Paulx Castello e uma excitante mostra de vídeos, exibindo trabalhos que já circularam em eventos de sexualidades anormais em âmbito nacional e internacional, além de títulos ainda não tão conhecidos,

PERFORMANCES:

DANI BARSOUMIAN
Artista, feminista autônoma e pesquisadorx do corpo, utiliza a arte da performance para investigar questões relacionadas as construções de identidades.

GIL PORTO PYRATA
Pessoa trans não binária, artista de rua, palhaço freak, anarktransfeminista e terrorperformer, pesquisa pósporno e masculinidades combativas ao heterocispatriarcado, usando linguagens experimentais que circulam entre circo/dança/yoga/textualidades.

RAO NI
Viado do corre autônomo, trabalha com montagem de vídeo, som e desenho.

GORDURA E SUJEIRA
Palhaçxs periféricxs, que transgridem fronteiras, a cultura circense e a cultura das bixas travestis sapatonikas se unem e a tradição perde sua norma.

JOÃO GQ:
Formado em realização audiovisual na Universidade do Vale do Rio dos Sinos em 2012, já foi sócio da produtora audiovisual Avante Filmes entre 2011 a 2013. Em 2015 ingressou no Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre e desde então vem pesquisando intersecções entre [corpo + tecnologia + política] e [arte + educação + saúde]. Ainda colaborou com os coletivos: Poro Audiovisual, Coletivo Moebius, C4 Performance em Conjunto, Sapedo Arte Menor e festivau de C4nn3$.

SUE NHAMANDU VIEIRA
A Pornôklasta, Professora de filosofia por mais de 13 anos, performer e ativista transfeminista pró-sexo.

MOGLI SAURA
Artista da fome. Experimenta e cria a partir das ruínas, da rua, do lixo e do mato. Em seu processo de criação compõe, performa, dança e toca. Tendo como ponto de partida a contracultura e a antiarte como referência biológica. Se fez conhecer por suas composições e gravações dentro do coletivo Anarcofunk e pelas performances-rituais em Kaos Dança Butoh. Suas (des)obras são pautadas por questões bio-politicas, existenciais, filosóficas e místicas colocando ancestralidades sem origem, gêneros dissidentes, re-existencias psico-nômadas e anarquias mágicas para rizomar e jogar com as estruturas binárias, rígidas sistemáticas afim de devir (im)possibilidades. da pós-pornografia a palhaçaria, da arte mambeibe a body arte, do funk carioca a musica artesanal campesina mexicana, do butoh ao swing de fogo, do terror ao amor.

BRUNA KURY:
Anarcatransfeminista, performer, pesquisa kuir sudaka no cotidiano e já performou com a Coletiva Vômito, Coletivo Coiote, La Plataformance, MEXA e Coletivo T. Pirateia e faz pósporno e pornoterror. Desenvolve performances/ações diretas contra o cis-tema patriarcal heteronormativo compulsório vigente e a opressões estruturais (GUERRA de classes), principalmente em lugares de crise. Recentemente participou da residência no Capacete (RJ) e do Festival Internacional de Postporno Anormal em Ex-teresa (México).

CAMILA VALONES
É artista-poeta-total. Trabalha entre paisagens plásticas e sonoras, textos, táticas, objetos, seres, fazeres, teatro e performances. Integra desde 2015 a companhia de TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA. Em 2013 foi premiada pelo Prêmio Itamaraty de Arte Contemporânea. Já teve o seu trabalho exposto em diferentes estados do Brasil e em Quito, no Equador, onde apresentou a peça sonora (l)A Selva.

DESIRE GONZALES

LUA LUCAS
Atuou como atriz junto com o Coletivo T, katita problematizadora na empresa A Revolta da Lâmpada e fortalecedora na empresa Cursinho Popular Transformação

PAULX CASTELLO
Bixa putx transudaka performer e quase varias outras coisas, pósgraduada em pospornografia e desejos contrasexuais pela DIY Univérsity of Você Mesme con Amigues”.

PERFOSHOWS

SOLANGE, TÔ ABERTA
STA! é o fracasso da hetero/homonormatividade: festejar as margens e comemorar a precariedade. STA! é a música pirata, é o fracasso da arte!!! STA! é um buraco que todo mundo tem!!!

VENTURA PROFANA E JHONATTA VICENTE
Ventura Profana e Jhonatta Vicente resgatam vestígios de uma educação evangélica, criando um paralelo entre o genocídio TLGBs e a crucificação de Cristo.

ERIC OLIVEIRA
Integra o Baile em Chernobyl, coletivo de bixas degeneras, periféricas, que correm do patriarcado e atacam com som e performance.

ANA GISELLE
Transalien, monxtra, estranha, vespertine, improferível, idiossincrasia, unlimited spirit, creature of the night

ANIMALIA
Experiência sensorial de estímulo/imaginação por meio de diálogos entre imagem, som e performance.

SERVIÇO
KUCETA (póspornografias)
Sábado, 16 de Junho – 18h
Estúdio Lâmina, Av. São João, 108

Vem aí: Monstruosas: Subpolíticas e Descolonialidades | 21 e 22 de Agosto em Recife

11791810_1619442058338708_82785805_nEncontro de catalisação de potências antissistêmicas através do corpo, e seus deslocamentos como possibilidade de vivências políticas de resistência. Articulado em perspectiva anticivilizatória.

Conectando geografias afetivas e espaciais, o encontro trará diálogos e tensionamentos diagramados no corpo enquanto ferramenta principal do existir político, pelo viés de sua atuação afetiva-sexual e performativa. Esses diálogos serão facilitados por personagens que pensam suas ações políticas desde o ponto local até sua expansão em território estendido, somando questionamentosoprimidos pelo cistema heterocapitalista.

Lutando por uma sexualidade livre, iniciada não pelo discurso da liberdade da ação sexual em si, nem pela classificação das diversidade sexuais já lidas, mas da liberdade de exercício do corpo e de seus devires, sendo sempre relido conforme seus novos dispositivos de desejo político. Buscamos um debate horizontal que tem como princípio desprogramador questionamentos provenientes de marginalidades e seus atravessamentos. Diagramando assim um corpo político na utopia do agora, uma existência trans-feminista-negra, de classe y gorda. Sem fronteiras.

Nessa diagramação estamos prezando pela autonomia dos corpos e suas resistências, articulando e experimentando cotidianos de emancipação pensando um corpo que é próprio e também é outro. Assim levantaremos práticas de autogestão anti-especistas, contraletradas e nômadas como horizontes de potência revolucionária.

>>>>>>>>> PROGRAMAÇÃO <<<<<<<<<

Sex – 21.08, 18hrs    
Pornífero Festival de Arte Pós-Pornô – Itinerância do Festival de Lima (PERU)

Apresenta e representa liberdades visuais derivadas de práticas radicais em um contexto ibero-americano, modificadas através de uma lógica histórica cheia de regimes políticos assassinos e ditatoriais, e instalando-se tensamente em um sistema pró capitalista pós colonial cuja brecha principal é a tecnologia. O material coletado para a programação, retrata uma disparidade estética e propositiva. O uso de sexualidades dissidentes como arma homicida, infectando um corpo heteronormativo que se via enquanto poderoso e definitivo. Material em video arte de países como México, Colombia, Chile e Peru, formam parte dessa seleção que trata de pôr ênfase na prática pós-pornô em países tão complexos como os da Latinamérica.

Sáb – 22.08, 15hrs
Kurso Kuir – Persepctivas Mestiças

Facilitado por Jota Mombaça que tem como ideia deslocar o sentido da apropriação “queer” no contexto “latinoamericano” a partir do contágio com as produções de uma rede de artistas-ativistas-articuladorxs que, desde as posições críticas de sujeitxs transbordermestizxs, pirateiam esse referencial, pervertendo seu sentido político associado à colonialidade.

Sáb – 22.08, 22hrs
Danzando en em Revolta

A pista de dança como campo de guerra, o corpo como arma bélica e a dança como movimento emancipatório. Para que nossas existências possam DANÇAR em REVOLTA a música do ruído da queda da civilização.

Com Solânge,tô aberta!: STA! é o fracasso da hetero/homonormatividade: festejar as margens e comemorar a precariedade. STA! é a música pirata, é o fracasso da arte!!! STA! é um buraco que todo mundo tem!!!

K-trina Errátik: Compõe pop-guerrilhas como declaração de guerra das bichas do terceiro mundo.

Eu o Declaro Meu Inimigo: “Aquele que puser as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo!”, declaram também que a música pode ser perigosa.

Coletivo Coiote: A atualização estética da violência traz na noção de dispêndio uma nova gestão do corpo, aquele que enfrenta a violência enquanto agente e não mais como vítima. Só podemos destruir aquilo que é nosso, destruir é uma forma de consumo, o autoflagelo é a expressão não falada de “Este corpo é meu”. O empoderamento se dá em uma relação agonística de destruição e auto-descolonização, enfatizando a caracterização estética da esquizofrenia, da sujeira, da sexualidade dissidente como existência potencial, afirmadora de sentido e que denuncia a passividade enquanto cúmplice da violência higienista.

Mais informações:
Página do evento no facebook: Monstruosas: Subpolíticas e Descolonialidades
Contato Distro Dysca: distrodysca@bastardi.net