4ª Edição da Danzando en Revolta encerra o Ato de Publicação do “Testo Junkie” e “Notas E-videntes”


A partir das 18h o MAMAM virá uma barricada sexodissidente contra o heterocapitalismo. Em sua quarta edição a Danzando em Revolta, apresenta corpos insubmissos como arma bélica que transformarão a pista de dança num ambiente consagrador de expressões sexuais antihegemônicas, onde a destruição da cisheterossexualidade, trará os ruídos para nossas existências dançarem em revolta. Desde 2015 a festa é marcada pela realização de performances que questionam valores opressores, politizando a diversão, proporcionando reflexões através de expressões artísticas marginalizadas e projetando artistas sexo-dissidentes que tem na política emancipatória inspiração para suas pesquisas e criações.

A pista será comandada pelos DJs Dante Olivier e Amethyst, que terão como missão compartilhar um lineup original e dançante, além do show de Yohana Rodrigues conduzindo o público à diversidade da cultura negra para ecoar os gritos de liberdade que exalam entre as lacunas rochosas da hipocrisia.

Já o comboio Box Preparação com os artistas Iagor Peres, Letícia Barbosa e Jorge Kildery apresentam a performance “Só Vai Quem Curte” uma bela provocação que se alimenta nas possibilidades de prazer antihegemônicas. A noite também conta com Nubia Nena Callejeira e sua “Guia Anônima” deslocando a objetificação e a violência sexista para os corpos privilegiados, de maneira que sintam o peso da norma que os protegem.


Feira Autônoma Sexodissidente no Recife, apresenta o trabalho ambulante enquanto estratégia de autodefesa LGBT


Organizada pela Distro Dysca, Monstruosas e N-1 Edições a feira é uma ação que marcará o Ato de Publicação do livro “Testo Junkie” de Paul B. Preciado e o lançamento do zine “Notas E-videntes Para o Fim de um Mundo” de Ali do Espirito Santo em Recife – PE.

Com formato livre e autônomo, a feira surge na tentativa de garantir um espaço que possibilite o exercício da autonomia financeira pela população sexodissidente, ou seja, pessoas que contrariam os padrões e a estrutura cisheterossexista. A importância de construir uma feira com PROTAGONISMO INTEIRAMENTE SEXODISSIDENTE se dá para que pessoas em não conformidade com a norma cisheterossexual possam não só compartilhar seus conhecimentos e produções, mas também possam se encontrar entre si, criar parcerias, articulações e fomentar redes. A perspectiva é trazer o trabalho autônomo e ambulante enquanto estratégia de autodefesa de uma população que ainda é eliminada das instituições de formação escolar e sofre com o abandono, conflitos e exclusão familiar.

Com início a partir das 14h, a feira será animada pelo line-up de Leonardo Tenório e contará com as bancas da Distro Dysca, N-1 Edições, Carla Muniz Macramê, Cabide, Cantinho Astral, Comedoria Futurista, Brownies VegTaba, Dhuzati, Rafael Soares, Coletivo OCUPIRA, Duda Tatto, Eduardo Guimarães e Caetano Costa. Serão comidas veganas, camisetas, adesivos, brechó, livros, zines, acessórios, artesanatos, biojoias, quadros, ilustrações, contos eróticos, fotografias e colagens, trazendo uma potente variedade de produtos, condição que caracteriza uma boa feira livre. No espaço ainda teremos Christian Lean, fazendo cabelos e sobrancelhas de quem quiser dar uma repaginada no visual e o studio de Duda Oliveria e Muro, tatuadores com traços artísticos, desenhos autorais e exclusivos.


Devido a imposição de uma moral que deslocou o sexo e a sexualidade para o centro da atividade política e econômica, vemos que o capitalismo criou a cisgeneridade e a heterossexualidade como tecnologia para exercer um controle psíquico, afetivo, reprodutivo, subjetivo, territorial, populacional e laboral que exclui violentamente, marginaliza e extermina corpos que não reproduzem suas normas e não legitima suas instituições, impedindo-os de existir, para que outros arranjos possivelmente conflitivos não emerjam e comprometam estruturalmente o projeto de sujeito humano civilizado. Não por acaso, nos espaços hegemônicos em geral, pessoas lgbts que não reforçam padrões heterocentrados são vistas como aberrações, anormais e sofrem agressões, ofensas, assédios e ameaças, piorando os níveis de hostilidade e vulnerabilidade nas demonstrações públicas de afeto e quando se intersecciona as condições de raça e classe. No capitalismo o sexo tornou-se parte tão importante dos planos de poder que o discurso sobre a masculinidade e a feminilidade transformaram-se em agentes de controle da existência, sendo inconcebível deixar de ser homem ou deixar de ser mulher.

É neste contexto que no dia 15 de Setembro a partir das 14h, no MAMAM, a população recifense poderá fortalecer esta iniciativa que empodera corpos estigmatizados, chamando todas aquelas que se dizem aliadas na luta contra o cisheterossexismo a atuarem numa importante ação de redistribuição financeira e geração de renda, estimulando e impulsionando carreiras que tem no trabalho autônomo, na produção artesanal e na articulação coletiva uma estratégia que permita que corpos estigmatizados encontrem meios básicos de sobrevivência e se nutram de uma autoestima que reconheça a potência e o valor de seus fazeres.

Convenção das Themonias, uma convocação sexodissidente para um motim de corpos bizarros na Amazônia


No dia 7 de setembro acontece no Boteco Socialista em Belém do Pará a 1ª CONVENÇÃO DAS THEMONIAS. Chamado pelas themonias amazônicas, o encontro pretende ser um intercambio e um momento de discussão na tentativa de organizar ideias e neuras que fortaleça corpos themonizados da Amazônia, em diálogo com a floresta e a cidade.

Com trabalhos e performances em constante mutação, assim como a floresta, e com a presença das icônicas Sarita di Xzuis e Uýra Sodoma, as themonias de Belém veem no encontro uma possibilidade de criar uma rede colaborativa entre as themonias da Amazônia que aproxime e fortaleça os afetos, suas batalhas diárias e transtorne a realidade, uma vez que “se nossa existência é uma ameaça, nossas ações passarão a ser um atentado!”

Uýra Sodoma themonia amazônica que usa a floresta como inspiração criativa sempre é recebida com reações de encanto ou de medo
Sarita di Xzuis, tem como missão ressignificar o lixo e o conceito de montaria por meio dos seus looks

 

CONVOCATÓRIA PARA A Iª CONVENÇÃO DAS THEMONIAS

É com muita encaralhação que convocamos todxs xs Themonias, monxtras, estranhxs, pessoas precárias, que não cabem na caixa e subvertem a ordem na luta diária pela reexistência, para um encontro, uma convenção para discutirmos as nossas demandas como grupo socialmente marginalizado, sendo vistas enquanto ameaça pelo CIStema heterocapitalista, percebendo a heterossexualidade enquanto norma que nos impõe crenças, moralidades e comportamentos na tentativa de nos dominar e por isso nos assassinam, themonizam nossos corpos, nossa ancestralidade e o direito de existir.

Acreditamos que nossas neuras vem se expressando em nossos corpos seja de forma artística como drag ou socialmente enquanto travestis, pessoas trans, não binárias, sapatonas, beshas, periféricas e pessoas precárias, nossas diferentes performances e identidades criadas são vistas como ameaça à moral social e por isso somos themonizadas. Cada encontro, festa ou ocupação dos diferentes espaços onde coexistimos também gera uma reação, seja na floresta urbanizadas em que vivemos ou na Amazônia profunda, um dialogo da nossa diversidade subjetiva enquanto grupo que afeta e é afetado pelos diferentes contextos que ocupamos.

Convocatória de trabalhos para 2ª Edição do Festival Kuceta prorrogadas até 15 de Setembro


Convocamos a todas as corpas que desejem desconstruir e mover os desejos dissidentes! Corpas transfronteiriças que quebram a hegemonia inventando novas noções de prazeres sexuais, por meio de produções pós pornográficas.

Nos opomos à pornografia comercial que reafirma opressões de gênero, padrões sócio-culturais e hierarquias do sistema cis-hetero-capitalista.

Convocamos as corpas gordas, racializadas, generificadas, transvestigeneres e não bináries, com diversidade funcional e/ou intelectual e todas as corpas que fujam das normatizações dessa cultura branca e higienista que segue a lógica da colonização compulsória. Para que, desde as dissidências sexuais, rechacemos esse papel de sub colonizades e domme colonizadores. Porque já não nos serve mais, porque não seremos os corpos abjetos deles. Seremos as nossas corpas desejantes e insubmissas, reativas e repulsivas, subversivas, asquerosas e orgásticas, redistribuindo e retomando o que é nosso. Propomos também refletir sobre assistência sexual como uma questão de saúde, prostituição como uma possibilidade profissional (quando não compulsória), BDSM como práticas subversivas passíveis de problematização e todas as outras formas de trabalho sexual, que deve ser exercido de maneira segura para todxs que o praticam.

Pensamos em reparação histórica, onde corpas subalternizadas agora falam por si, queremos destruir o heterocapitalismo, e começamos por afetuosidades revolucionárias; se você também é marginalizade e quer fazer parte desse encontro, envie-nos suas produções! DIY! A revolução será transfeminista ou não será.

KUCETA PÓSPORNOGRAFIAS é projeto independente e não remunerado

ENVIO DE PROPOSTAS

Pedimos que nos esclareçam algumas informações da sua proposta para que a gente possa entender melhor, buscando montar uma programação consistente e potente politicamente.

Enviar sua(s) proposta(s) com as informações descritas abaixo, em formato .PDF ou .DOC para o e-mail kucetaposporno@gmail.com ATÉ O DIA 15 DE SETEMBRO DE 2018, AS 23H59 (fuso São Paulo). Estão sendo aceitas até 3 propostas por pessoa. A seleção será divulgada através de e-mail para pessoa selecionada. (no caso de obras físicas a entrega será coordenada com cada artista)

PARA TODAS AS PROPOSTAS

  • Nome dx artista ou coletiva com pequena descrição de sua produção/intenção/ativismo (não mais que 5 linhas)
  • Declaração dx inscritx para que possamos usar a mesma programação em futuras edições do mesmo festival: “Eu, XXX, documento, autorizo a equipe de Kuceta (pós-pornografias) a expor minha obra em futuras edições do mesmo”

VISUAIS

Compreende-se como visual, produções impressas ou digitais, tais como: fotografias, gifs, ilustrações, objetos, esculturas, etc

  • Descrição do projeto
  • Arquivos digitais ou fotos das obras propostas
  • Ficha técnica da obra: título, autor (s), tamanho, linguagem, país, ano, materiais.
  • No caso de propostas de obras físicas pedimos que nos indique onde está a obra, e que nos sugira como poderíamos coordenar para recebê-la(s).

AUDIOVISUAIS

  • Serão aceitos os seguintes gêneros audiovisuais:
    POSPORNOGRAFIAS | de até 20min
    AMATEUR | de até 15min
    VIDEO-PERFORMANCE | de até 10min
  • Sinopse (até 10 linhas)
  • Ficha técnica da obra: título, autorx(s), gênero, idioma, país, ano, duração, outra membro da equipe técnica.
  • Fotograma do vídeo (para divulgação)

BANKINHA KUCETA (FEIRA DA PUTARIA POLÍTICA)

Chamamos a todxs que queiram montar bancas para vender produtos autogestivos. fanzines, objetos, desenhos, stickers, dildos, lubrificantes,roupas e acessórios que dialoguem com o tema, comidas veganas, flash tatoo, etc.

  • Descrição da proposta [sobre o trabalho que você(s) faz(em)]
  • Se quiser adicione algumas fotos para a gente matar a curiosidade
  • Dizer se pretende estar vendendo durante os dois dias do festival ou,caso não seja de São Paulo, como nos enviaria seus produtos e se poderá ter ume representante com a gente.

 

CASO O MATERIAL ESTEJA EM OUTRO IDIOMA QUE NÃO ESPANHOL OU PORTUGUÊS, SERÁ ACEITO DESDE QUE TENHA LEGENDA EM ALGUM DESSES IDIOMAS.

NÃO SERÃO ACEITAS PROPOSTAS EM OUTROS FORMATOS,

NEM PROPOSTAS ENVIADAS DEPOIS DO DIA 15 DE SETEMBRO DE 2018

MAIS INFORMAÇÕES:
Edital Oficial em PDF
Página do evento no facebook

“Testo Junkie” e “Notas E-videntes Para o Fim de um Mundo”, propaga conhecimento sexodissidente em Recife


Dia 15 de setembro acontece no MAMAM – Museu de Arte Moderna Aluíso Magalhães, o Ato de Pulicação do livro “Testo Junkie” de Paul B. Preciado e o Lançamento do zine “Notas E-videntes Para o Fim de um Mundo” de Ali do Espirito Santo. O evento terá uma roda de diálogo com relatos de experiências, apresentação dos títulos e a presença de Társio Benício, Amanda Palha e Akuenda Translésbicha; a realização da 1ª Feira Autônoma Sexo Dissidente e a quarta edição da Danzando en Revolta, trazendo a pista de dança como campo de guerra com apresentações artísticas e melodias transmusicadas.

Publicado em português pela N-1 Edições, “Testo Junkie” narra a experiência do autor, homem trans, em seu próprio uso de testosterona e o impacto do hormônio no seu corpo, levando-o a refletir como a síntese de hormônios, desde a década de 1950, mudou fundamentalmente a forma como gênero e identidade sexual são formulados e como as indústrias farmacêutica e pornográfica integraram essa tecnologia com a criação e regulação de desejos enquanto negócios.

Já o zine de Ali do Espirito Santo, publicado pelo selo Monstruosas, é uma crítica aos regimes de subserviência neoliberal (ou assimilação capitalista) que aponta questões sobre a biopolítica das ruínas – o mito do nascimento como a salvação do projeto de Humano – com olhar atento para as políticas representativas que trancafiam os corpos numa ode ao sofrimento e a impotência.

O filósofo e curador Paul B. Preciado
Ali do Espirito Santo, ensaísta, artista visual e performer

Levando a cabo o mote “nada sobre a gente sem a gente” queremos também estimular e trazer o protagonismo da população sexodissidente numa ação de redistribuição financeira e geração de renda com a Feira Autônoma Sexo Dissidente. A ideia é criar um espaço de compartilhamento com pessoas em não conformidade com a norma cisheterossexista, para que elas possam expor produções, se encontrar, formar parcerias e articular redes. A feira quer firmar o comércio autônomo enquanto estratégia de autodefesa de uma população que ainda é eliminada das instituições de formação escolar e sofre com o abandono e a exclusão familiar. Já contamos com a inscrição de várias bancas e mantemos aberto o convite para produtores, artistes, artesãs, vendedores ambulantes e cozinheires. A participação para expor na feira é EXCLUSIVA para população LGBT, e as inscrições devem ser feitas aqui.

Finalizando o evento, a quarta edição da Danzando em Revolta, trás o DJ Dante Olivier no comando do som, mais as performances de Nubia La Nena Callejera, Yohana Rodrigues e Iagor Peres apresentando seus corpos como arma bélica. Atrações que transformarão a festa em ruídos da queda dos preconceitos para que nossas existências possam dançar em revolta.

Este Ato de Publicação é organizado pela N-1 Edições e a Distro Dysca que se juntam com objetivo de criar uma agitação política, debatendo temas pertinentes ao desmonte do retrocesso institucional que vivemos para que o hoje não seja preservado para alguns poucos hegemônicos sobre as costas de tantos outros.

Convocatórias Mexicanas


Estão abertas três grandes convocatórias desde o território tomado pelo Estado mexicano, para produções que questionem à supremacia patriarcal e sejam armas de combate contra suas tecnologias de controle e normatização. Por se tratar de chamadas internacionais os trabalhos devem ser enviados em espanhol ou com legenda, porém em caso de impossibilidade de tradução, recomendamos que entrem em contato com a organização de cada iniciativa, relatando as dificuldades e alinhando os ajustes necessários da convocatória. Para acesso as convocatórias completas e em língua original entrar nos respectivos links

HYSTERIA REVISTA


A Revista Hysteria convoca cyborgs, bruxas, yalorixas, xamãs indígenas e curandeiras para compartilhar seus feitiços, ervas, remédios e mandingas com objetivo de gerar um arsenal de descolonização visceral. Kits de saúde para (des)arma, exorcismos corporais, jogos interativo-performáticos, tecnologia localizada, feitiçaria tecnocientífica, invocações da memória para explorar experiências coletivas e pessoais, projetos e técnicas de baixo custo, recuperação de histórias e imagens como lugares de interferência. Os trabalhos poderão ser escritos e visuais e devem ser enviados para hysteriarevista@gmail.com, com o assunto BioDIVA até o domingo, 26 de Agosto de 2018. A convocatória é referente ao lançamento da edição número 27 da revista e especialmente nesta edição a equipe faz um chamado para o envio de ilustrações de “curandeiras”, como um exercício para despatiarcalizar e descolonizar coletivamente a história da medicina e fazer um resgate de bruxas, experimentalistas, curandeiras, promotores da saúde e etc.

Escritos

Ficções / Anotações / Comentários / Divulgação / Entrevista / Ensaio

  • Ficções (conto, poesia, mini-ficção): De meia a três páginas.
  • Anotações (experiências pessoais): Uma a duas páginas.
  • Comentários (filmes, livros, pornografia, brinquedos, música, quadrinhos): Uma página no máximo. – Inclua qualificação (pergunte por e-mail).
  • Ensaio: Duas a cinco páginas.
  • Entrevista: Duas a cinco páginas.
  • Divulgação: Duas a três páginas.Tudo deve ser entregue em Times New Roman, 12 pt, espaçamento 1,5.

    Incluir breve esboço biográfico e fotografia de autorx, link para a página pessoal. Serão aceitos escritos originais que foram previamente publicados, ou não, desde que os direitos de reprodução da obra sejam conservados.

Artes visuais

Galeria X / Arte / Acções / Histórias em quadrinhos / Gráficos / Vídeo / Apresentações

  • Fotografia (fotografia artística, ensaio, reportagem) .- Série de 6 a 15 imagens, 72 dpi, lado maior 1600 px.
  • Galeria X.- Carteiras fotográficas despidas. Todos os corpos de todos os gêneros, tamanhos, formas e cores são bem-vindos.
  • Gráfico (Desenho, gravura, gráfico digital, desenho animado): Série de 4 a 10 imagens a 72 dpi, lado maior 1600 px.
  • Propostas artísticas: Apresentação de projetos artísticos que aderem ao tema da edição e da linha editorial.
  • Vídeo (Entrevista, videoclipe, mini-documentário, mini-report, curta metragem): Envie o link do vídeo enviado no Youtube, Vimeo ou sites similares. Não deve exceder 10 minutos, com música original ou livre de direitos autorais.
  • Ações (Performance, Intervenção, Arte-ação): Realização de intervenções para o tema da edição. Enviar síntese e imagens ou vídeo de documentação.

    Como todas as participações, enviar dados técnicos do trabalho, breve esboço biográfico do autorx (5 linhas no máximo), uma foto e link para a página pessoal.

Ilustação de curandeirxs

  • Aqui, aqui e aqui, há referências para inspirar você, e também é possível retratar curandeirxs de sua comunidade ou outras inspirações.
  • Imagens em formato retangular de 20 x 30 cm a 300 dpi
  • Usando qualquer técnica de ilustração (desenho de mão, computador, colagem, bordado, etc). Eles podem ser coloridos ou em preto e branco, apenas tenha em mente que ‘eles podem ser lidos em um formato de tamanho de cartão de 6,5 x 9,5cm.

    Todos os retratos devem ser acompanhados de um registro biográfico da pessoa retratada em formato .doc.

AN*RMAL FESTIVAL


Anormais do Mundo,

Anormal é um festival internacional de pós-pornografia, feminismos e sexualidades dissidentes e está buscando materiais em vídeo para sua 2ª edição na Cidade do México. Entendemos a pós-pornografia como qualquer expressão que reflete e representa sexualidades subversivas e sexo explícito não normativo. Geralmente essas produções vêm de feminismos, políticas cuir, kuir e queer, ou de pessoas inquietas e dissidentes que encontram na pornografia convencional reconhecimento de seus corpos, práticas e expressões sexuais.  Convidamos você a participar com os suas produções porno-políticas monstruosas, ferozes, cyborgues-mutantes-biomachines aliens, furry, splatter-punk e todas as cosmovisões que saem do caos dos nossos orificios umidecidos e compartilhar seu trabalho / desejo / registro anormal, para ser exibido no México, durante o 2º Festival Anormal, que será realizado em novembro 2018. Os vídeos devem ser enviados para o email anormalfestival@gmail.com até domingo, 9 de setembro de 2018.

  • Para a nossa segunda edição, procuramos materiais em formato de vídeo com um recorte NÃO BRANCO/ NÃO HUMANO.
  • Os vídeos devem ser enviados através do seu FTP ou de uma plataforma virtual (wetransfer, yousendit, rapidshare, dropbox, ou o que você quiser) em um formato apropriado para sua projeção, e que não exceda 1GB de peso.
  • Os trabalhos devem ter uma duração máxima de 14 minutos e 59 segundos e pode pertencer a qualquer gênero audiovisual (vídeo, curta-metragem, documentário, experimental, animação, entrevista, documentação de desempenho ou de acção directa, etc.)
  • Se a língua original não for em espanhol, recomendamos fortemente que você inclua, em caso de impossibilidade envie um documento de texto com a transcrição dos diálogos (em espanhol, Português ou Inglês).

MANADA DE JOTAS


Convocatória de textos e grafias: “Alegria e raiva maricona: práticas subversivas na América Latina e no Caribe”.

Joterismo: Feminismos Jotos e Analquismo e Manada de Jotas, faz um chamado para submissão de trabalhos, com fins de publicação digital sobre políticas, ativismo, dissidência, instituições e subversões desde uma perspectiva afeminada na América Latina e Caribe. O livro não é um trabalho acadêmico, mas é uma proposta que pretende transmitir experiências pessoais e coletivas que estão localizadas dentro pensamento pintosa. O objetivo é gerar uma compilação e memória textuais e gráficas, individual ou coletiva, que narrem experiências situadas em políticas, pensamentos, ativismo, lutas, anarquismo, feminismo, antirracismos e dissidência, a partir de uma vivência bicha, viada, marica, louca, nos contextos da América Latina e Caribe. O material deve ser enviado para o e-mail manadadejotas@gmail.com até a sexta-feira, 28 de setembro de 2018 às 23:00 horas, horário da Cidade do México.

  • História bicha / boneca / maricona / afeminada em nosso território. Primeira pessoa, narrativas, crônica e entrevistas relacionadas a vida e luta bicha dos anos anteriores.
  • Feminismos jotos, analquismo e dissidência. Políticas, práticas, teoria e epistemologia bichas.
  • Link com outras lutas, bichas da América Latina e Caribe com lutas dos povos indígenas, migrações, assexualidades, feminismos, o movimento trans, antispeciesista, lutas anti-racistas anticoloniais, movimentos estudantis, trabalhadorxs, etc.
  • Resistência Experiências de autodefesa, autogestão, espaços de contenção, estratégias de acompanhamento e organização contra a violência.
  • Impossibilidades Sobre as dificuldades que temos de construir organização quando estamos atravesadxs por contextos de extrema violência entre narco e necropoliticas.
  • Ficção e imaginação. História, poesia e filosofia: utopias e exercícios de imaginação sobre a natureza dissidente das bichas.
  • Entre cores e tintas: artes, desenho, colagem, em torno de dissidências de mariconas.

    As artes devem ser enviadas em formato JPG com resolução de 300 DPI. Tamanho livre, mínimo 20 cm para o seu lado mais comprido e os textos em Word, com uma extensão de 5 a 14 páginas, em fonte Times New Roman, número 12, espaçamento entre linhas de 1,5. Os documentos devem conter título e autoria, com uma breve apresentação e país de origem da pessoa que assina o trabalho em até 5 linhas. 

    Serão recebidos textos e artes originais, com autoria registrada e que não tenham sido previamente publicados.Textos e artes devem pertencer a bichas, maricas, afeminadas, rapazes bissexuais, homens trans gays, transmaricas, bichas não binárias ou organismos que sentem que se encaixam na viadagem/práticas mariconas e são latinoamericanxs ou caribeñxs (e os que vivem em outros países ou são imigrantes).

    Todos os textos e artes serão revisados por uma comissão constituída por Joterismo: Feminismos Jotos e Analquismo e Manada de Jotas, que vai escolher os textos que integram o livro. A recepção de todos os trabalhos será confirmada e informada se são aceitos ou não. Para mais informações, entre em contato manadadejotas@gmail.com

Movimentos sociais mobilizam apoio para comparecer na audiência do caso Luana Barbosa em Ribeirão Preto

Você sabe quem foi Luana Barbosa?

Luana Barbosa dos Reis morreu após abordagem da PM em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Luana era uma mulher negra, lésbica, mãe e periférica, que foi assassinada pela mão da PMSP em Ribeirão Preto, em Abril de 2016.

Luana levava seu filho de 14 anos, a um curso de informática e foi espancada por se negar a ser revistada por policiais homens. Segundo familiares, Luana teria pedido que a revista fosse realizada por policiais mulheres, mas a solicitação não foi atendida, e ao pontuar que não queria que o procedimento fosse feito por agentes homens ela foi brutalmente agredida por cerca de 6 policiais. Em decorrência do espancamento a vítima teve isquemia cerebral causada por traumatismo crânio-encefálico, conforme apontado no laudo do Instituto Médico Legal (IML), vindo a óbito 5 dias depois da violência policial, aos 34 anos.

O juiz José Roberto Bernardi Liberal, responsável pelo caso, em mais uma ação de lesbofobia e racismo institucional alega falta de provas, invalidando o laudo médico para provar a violência policial, desta forma a justiça negou o pedido de prisão preventiva dos acusados.

Dia 18/07/2018 às 13h terá uma Audiência de Instrução e Julgamento, no Foro de Ribeirão Preto, onde familiares de Luana foram intimados a prestar depoimentos como testemunhas de acusação na frente dos policiais acusados.

Diante dessa série de violências que Luana Barbosa, assim como sua família vivenciaram nesses últimos anos, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexos denuncia através de uma Nota de Repúdio mais uma impunidade da justiça brasileira. A associação questiona publicamente o método que materializa mais uma violência e exige que se pense uma outra forma de compartilhar e coletar informações das também vitimas da situação para que elas sejam acolhidas diante de tamanha impunidade.

Desta maneira movimentos sociais, coletividades e agrupamentos LGBTS, sexodissidentes, negros e feministas estão sendo convocados para fazerem pressão nesse cenário de julgamento e apoiar a família que foi violada pela intervenção brutal da policia. Precisamos exercer solidariedade e a convocatória se dá na tentativa de garantir o acolhimento para mais uma família negra que sofre com o genocídio devido a violência policial.

O Coletivo Adelinas, o MAE- Movimento Autônomo pela Educacao, as Mães em Luto da Zona Leste, Mulheres Militantes Autônomas e a Coletiva Luana Barbosa estão fazendo uma vakinha online para custear transporte até Ribeirão Preto com objetivo de comparecer no dia da audiência, a campanha encerra dia 15 de julho: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/nenhuma-luana-a-menos

A ONU Mulheres e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) divulgaram nota em que pedem “investigação imparcial” sobre o caso, afirmando que a morte da jovem “é um caso emblemático da prevalência e gravidade da violência racista, de gênero e lesbofóbica no Brasil. Segundo a Relatora Especial sobre questões de minorias da ONU, o número de afrodescendentes mortos em ações policiais é três vezes maior do que o registrado entre a população branca no estado de São Paulo.”

Vidas LGBT’s importam, Vidas negras importam, parem de nos matar!

http://s2.glbimg.com/WCWDQAB4LHq2gSOijOYOqQ4rt1U=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/04/15/familia_luana_novo.jpg

LIBERTA ELAS: Afeto, feminismo e antiracismo para mulheres em situação de cárcere em Pernambuco

O projeto Liberta Elas se volta para as mulheres em situação de cárcere em Pernambuco.

Com uma visão crítica à seletividade (de raça, sexualidade e classe) do sistema penitenciário brasileiro, a proposta é estabelecer contatos de afeto com estas mulheres, afirmando a importância da sociedade se voltar para elas, observando onde estão, em quais circunstâncias e por quais motivos. A invisibilidade na qual são colocadas as pessoas em situação de cárcere só colabora com a perda de seus direitos. O projeto Liberta Elas luta pelos direitos das mulheres e por justiça social.

O crime quando cometido por uma mulher é entendido não só como um ato de transgressão às normas, mas, e principalmente, como uma “rebeldia” feminina que abandona seu lugar de “honra” na sociedade.


A mulher transgressora não é considerada digna de respeito e atenção.

Um retrato disso são os dias de visitas na Colônia Penal Feminina Bom Pastor. Dias marcados por ausências e solidão.

O Liberta Elas acredita na potência política do afeto e nossa proposta é construir momentos de acolhimento para as mulheres que estão lá dentro. Um acolhimento que possa também ser material, já que existem necessidades básicas por parte das mulheres em situação de cárcere.

Nesse primeiro momento, o Liberta Elas está construindo um diálogo com a Colônia Penal Feminina Bom Pastor. Os contatos entre o projeto e estas mulheres serão estabelecidos através de atividades coletivas como a oficina de Estética da Afetividade, realizada por Isabel Freitas.

Sua proposta pedagógica possibilitará às mulheres em situação de cárcere a reconstrução da sua própria história, resgatando/fortalecendo sua autoestima pessoal, familiar e social com base na estética do oprimido. Esta tem como fundamento a certeza de que somos todos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos: todo ser humano é expansivo.

Também serão viabilizadas entre os dias 11 e 15 junho pelas outras integrantes do projeto, mais atividades como: oficinas de respiração, produção de zine, biodança, sobre a escuta de si; roda de diálogo sobre maternidade e famílias, e sessão de cinema.

Ainda existe uma campanha pernamente de arrecadação que busca montar kits individuais que levam em consideração as especificidades das mulheres no Bom Pastor (mães, idosas, gestantes e bebês).

Kit Mulheres: absorventes, perfumes, sabonetes, xampu, creme condicionador, hidratante, pasta e escova de dentes, batons, maquiagens e roupas;

Kit Bebê: sabonete para bebês, colônia para bebês, lenços umedecidos e fraldas G ou GG.

Os kits prontos serão arrecadados na Rua Nunes Machado, nº 97, Boa Vista, próximo a Igreja da Soledade e da Universidade Católica de Pernambuco. Para as pessoas que não puderem montar um kit mas quiserem colaborar, também serão aceitas doações a partir de R$ 5,00, através das contas (os comprovantes deverão ser enviados para o e-mail: libertaelas@gmail.com com o assunto “doação campanha bom pastor”. Vale ressaltar que todo o dinheiro arreacado será utilizado para a compra dos kits.

CAIXA ECONÔMICA:
AGÊNCIA : 0559
OP: 001
CONTA: 00030643-4
Elivânia Santos da Rocha

BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA: 1833-3
CONTA: 32.171-0
Juliana Trevas

KUCETA (póspornografias): Festival de cultura e política sexodissidente em São Paulo

No próximo 16 de junho acontece no Estúdio Lâmina em São Paulo, o festival de cultura e política sexodissidente “KUCETA (póspornografias)”. O evento é protagonizado por corpos negros, trans, soropositivos, sexomarginalizados, desviantes e construído sob a perspectiva de apoiar e fortalecer uma comunidade e uma rede formada por pessoas que contrariam, combatem e são vítimas da norma, moral e economia heterocapitalista.

O evento também é um marco que promove o choque estrambólico entre a Solange Tô Aberta de Pedra Costa, a batucada de Gil Porto Pyrata, ex-Putinhas Aborteiras e o Anarcofake, dissidência antiheterossexista do Anarcofunk, de Mogli Saura, em uma das 5 perfoshows da noite. O momento é aguardado por representar um encontro de criações que embalaram e inspiraram a emergência de políticas combativas e radicais em torno das sexualidades bizarras, anormais e políticas monstruosas desde o início dos anos 2000


Performances, filmes, feira libertária com bancas de zines, roupas, sex toys, comidas vegetarianas, dvds pornopirata e artes serigrafadas, além de flashs de tatuagens entre 50$ e 100$ com Trava Tatueira, lançamento do zine Siririca e o debate “O que faz de uma relação sexual” com Caróu Oliveira Diquinson, trazendo uma reflexão sobre quais são as perspectivas anarquistas nas disputas de narrativa sobre sexualidade feminina.

A entrada no evento custará 15$ e o arrecadado será compartilhado com as organizadoras e artistas que participarão do evento, PORTANTO NÃO SERÁ ACEITO CARTÃO. A organização frisa que também não tolera atitudes machistas, racistas, misóginas, transfóbicas, conservadoras, julgadoras, gordofóbicas, lésbofóbicas, meritocratas, nacionalistas, moralistas, xenofóbicas e putofóbicas e que o evento também pauta privilégios sistêmicos e marginalidades, ressaltando a importância da redistribuição financeira e fortalecimento das corpas afetadas.

KUCETA (póspornografias)

Inspiradxs em festivais como Muestra Marrana, Bienal de Arte e Sexo Dildo Rosa, Pornífero, Anormal Festival, Arrecheras Heterodisidentes, Monstruosas, etc; pretendemos exibir algo do que tem sido produzido em relação a sexualidades não normativas, em nossa rede pós-pornográfica. Queremos estar juntas em dissidências, articulando nossas guerrilhas ao que nos massacra, mostrando nossas artes, táticas, anti-artes e lutas para não sucumbirmos ao cis-tema(!), para gozarmos, termos prazeres contra hegemônicos e inventar novos prazeres contrassexuais. Nossas cucetas estão em festa, e vamos dedicar esse encontro pra elas!

Usamos o pós porno como ferramenta anticapitalista para potencializar nossa máquina de guerra e metalhar em todxs nossa política anarquista!

É sobre dedicarmos esse encontro a abrir-nos e a preencher de sentidos e diversidades em pulsação, mas óbvio que também rebolaremos nossas rabas até o chão, chão chão.

A programação ainda conta com a instalação Do desejo“, de Gabriela De Laurentiis, a exposição Pornografia Analítica – superinterpretações críticas” de Paulx Castello e uma excitante mostra de vídeos, exibindo trabalhos que já circularam em eventos de sexualidades anormais em âmbito nacional e internacional, além de títulos ainda não tão conhecidos,

PERFORMANCES:

DANI BARSOUMIAN
Artista, feminista autônoma e pesquisadorx do corpo, utiliza a arte da performance para investigar questões relacionadas as construções de identidades.

GIL PORTO PYRATA
Pessoa trans não binária, artista de rua, palhaço freak, anarktransfeminista e terrorperformer, pesquisa pósporno e masculinidades combativas ao heterocispatriarcado, usando linguagens experimentais que circulam entre circo/dança/yoga/textualidades.

RAO NI
Viado do corre autônomo, trabalha com montagem de vídeo, som e desenho.

GORDURA E SUJEIRA
Palhaçxs periféricxs, que transgridem fronteiras, a cultura circense e a cultura das bixas travestis sapatonikas se unem e a tradição perde sua norma.

JOÃO GQ:
Formado em realização audiovisual na Universidade do Vale do Rio dos Sinos em 2012, já foi sócio da produtora audiovisual Avante Filmes entre 2011 a 2013. Em 2015 ingressou no Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre e desde então vem pesquisando intersecções entre [corpo + tecnologia + política] e [arte + educação + saúde]. Ainda colaborou com os coletivos: Poro Audiovisual, Coletivo Moebius, C4 Performance em Conjunto, Sapedo Arte Menor e festivau de C4nn3$.

SUE NHAMANDU VIEIRA
A Pornôklasta, Professora de filosofia por mais de 13 anos, performer e ativista transfeminista pró-sexo.

MOGLI SAURA
Artista da fome. Experimenta e cria a partir das ruínas, da rua, do lixo e do mato. Em seu processo de criação compõe, performa, dança e toca. Tendo como ponto de partida a contracultura e a antiarte como referência biológica. Se fez conhecer por suas composições e gravações dentro do coletivo Anarcofunk e pelas performances-rituais em Kaos Dança Butoh. Suas (des)obras são pautadas por questões bio-politicas, existenciais, filosóficas e místicas colocando ancestralidades sem origem, gêneros dissidentes, re-existencias psico-nômadas e anarquias mágicas para rizomar e jogar com as estruturas binárias, rígidas sistemáticas afim de devir (im)possibilidades. da pós-pornografia a palhaçaria, da arte mambeibe a body arte, do funk carioca a musica artesanal campesina mexicana, do butoh ao swing de fogo, do terror ao amor.

BRUNA KURY:
Anarcatransfeminista, performer, pesquisa kuir sudaka no cotidiano e já performou com a Coletiva Vômito, Coletivo Coiote, La Plataformance, MEXA e Coletivo T. Pirateia e faz pósporno e pornoterror. Desenvolve performances/ações diretas contra o cis-tema patriarcal heteronormativo compulsório vigente e a opressões estruturais (GUERRA de classes), principalmente em lugares de crise. Recentemente participou da residência no Capacete (RJ) e do Festival Internacional de Postporno Anormal em Ex-teresa (México).

CAMILA VALONES
É artista-poeta-total. Trabalha entre paisagens plásticas e sonoras, textos, táticas, objetos, seres, fazeres, teatro e performances. Integra desde 2015 a companhia de TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA. Em 2013 foi premiada pelo Prêmio Itamaraty de Arte Contemporânea. Já teve o seu trabalho exposto em diferentes estados do Brasil e em Quito, no Equador, onde apresentou a peça sonora (l)A Selva.

DESIRE GONZALES

LUA LUCAS
Atuou como atriz junto com o Coletivo T, katita problematizadora na empresa A Revolta da Lâmpada e fortalecedora na empresa Cursinho Popular Transformação

PAULX CASTELLO
Bixa putx transudaka performer e quase varias outras coisas, pósgraduada em pospornografia e desejos contrasexuais pela DIY Univérsity of Você Mesme con Amigues”.

PERFOSHOWS

SOLANGE, TÔ ABERTA
STA! é o fracasso da hetero/homonormatividade: festejar as margens e comemorar a precariedade. STA! é a música pirata, é o fracasso da arte!!! STA! é um buraco que todo mundo tem!!!

VENTURA PROFANA E JHONATTA VICENTE
Ventura Profana e Jhonatta Vicente resgatam vestígios de uma educação evangélica, criando um paralelo entre o genocídio TLGBs e a crucificação de Cristo.

ERIC OLIVEIRA
Integra o Baile em Chernobyl, coletivo de bixas degeneras, periféricas, que correm do patriarcado e atacam com som e performance.

ANA GISELLE
Transalien, monxtra, estranha, vespertine, improferível, idiossincrasia, unlimited spirit, creature of the night

ANIMALIA
Experiência sensorial de estímulo/imaginação por meio de diálogos entre imagem, som e performance.

SERVIÇO
KUCETA (póspornografias)
Sábado, 16 de Junho – 18h
Estúdio Lâmina, Av. São João, 108

Cineclube Diversidade apresenta: 5ª MONSTRA DE CINEMA LGBTT E NEGRITUDE em Vitória – ES


O Cineclube Diversidade, criado em maio de 2013, completa cinco anos em 2018. Desde sua criação, o cineclube realizou cerca de 20 sessões, com a exibição de curtas, médias e longa-metragens, abordando temáticas de gênero – entre eles temas ligados ao que denomina-se LBGTT – Lésbicas, Bisexuais, Gays, Transexuais, Travestis, além de discutir temas de diversidade racial e religiosa.

Neste ano, o cineclube exibira filmes que interseccionem demandas raciais e LGBTT. Serão selecionados filmes que contenham conteúdo relacionados à negritude sapatonas, transviadagens perifériks, travestis desobedientes, bixas pretas, bissexuais convictos e demais estéticas de corporeidades negras que lutam pela emancipação da colonização sexual-racial. A Mo(n)stra escolhera filmes que discutem táticas de sobrevivência de sujeitos subalternizados, de promoção de saúde e prazeres, e de produções de masculinidades e feminilidades que friccionem fronteiras identitárias.

Inscreva sua produção através do seguinte formulário

Horário do evento: 31 de outubro e 1 de setembro, das 17:00 ás 21:00 horas
Local: Cine Metropólis – UFES
Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória – ES, 29075-073
E-mail para diversidadecineclube@gmail.com